Há algum tempo meus amigos começaram a me perguntar porque não tenho escrito mais no blog. A um deles respondi: Toda inspiração que eu antes tinha pra escrever agora está em outro lugar.
E ele disse: Então escreva sobre isso. rs
Já ouviu falar que decepções amorosas, amores platônicos, dor de cotovelo são os maiores combustíveis pra poesia? Parece que a dor que a gente sente vai se espalhando por nossas veias, revirando nosso estômago, criando um nó na garganta até nos sufocar... se a gente não põe pra fora, parece que vai explodir. É por isso que os artistas escrevem, cantam, dançam e gritam suas dores, seus vazios, suas tristezas.
Tendo passado a tristeza dos relacionamentos difíceis, a solidão insistente, a agonia da espera, fui presenteada com um novo sentimento: o amor recíproco. Isso mesmo. Daqueles em que não há competição, nem medo, nem inseguranças exageradas... daqueles em que se dorme e acorda sabendo ser feliz consigo e com o outro. Aí toda a minha arte, minha poesia, a ânsia de me expressar foi direcionada para o menino dos meus olhos.
Ainda acordo inspirada, só que agora não quero desaba(fa)r. Quero demonstrar a ele meu afeto, quero conquistá-lo e regar o amor pra continuar dando frutos. Às vezes, o sentimento (todo exibido) escapa das nossas mãos e se grita para o mundo. Ele tem necessidade de contar pra todos da felicidade que não cabe em si. Mas quando estamos conscientes, guardamos o nosso tesouro valioso pra protegê-lo dos olhos que só enxergam o que querem ver...
Se hoje há algo que eu possa (e queira) dividir com vocês é:
Seja melhor pra si que você acaba se tornando melhor para o outro.
Não pare de conquistar o seu amor porque já o tem nas mãos... amores também morrem de sede se não forem regados todos os dias.
Use mais seus dedos pra fazer cafuné do que pra escrever mensagens no celular.
Tire suas máscaras.
Não gaste seu tempo criando discussões desnecessárias.
E por último, mas não de menor importância:
(Vale a pena esperar)
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
À Jennifer...
Eu sempre gostei de aniversário, sabe?
Acordar cedo com desejos de felicidade, abraços apertados, presentes... uma delícia!
Sei que tem gente que se isola nesse dia, entra em crise existencial, não quer ser visto... mas eu não! Eu quase parava as pessoas na rua pra dizer: Oi! É meu aniversário! (Outra Jesquice daquelas, né? kkkk )
Entretanto, ao longo dos anos, a empolgação vai diminuindo, a alegria da infância vai se afastando e a gente vai ficando Chato (sinônimo de adulto). A gente não quer mais fazer festa, tem preguiça dos milhares de "Parabéns. Bjus" que deixam no seu facebook. Vai percebendo que está apagando velinhas, ao invés de acender.
Mas tem algo que me motiva a estar muuuito feliz nesse dia: é que além de ser meu aniversário, também é dessa menina que está comigo desde a concepção. A minha sempre-junta, my person, minha companheira musical, minha amiga, minha mãe brigona, meu bebê dengoso, minha vó nena, meu espelho, meu exemplo, minha alegria...
E já foram tantas cartas, textos, vídeos, homenagens, que me falta uma nova inspiração.
"Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?"
Só queria dizer então que sou muito grata porque você esteve comigo em todos os momentos marcantes da minha vida! Que suas cicatrizes ainda me dóem porque me lembram das vezes em que senti um medo terrível de te perder. Que em todas as músicas que canto contigo, eu posso experimentar essa ligação profunda que existe entre os gêmeos, pois o seu olhar me diz onde encaixar minhas notas e minhas pausas. Que eu sou extremamente feliz em ver a mulher que você se tornou e meus olhos brilham quando sei que você está onde deveria estar, não somente exercendo sua profissão, mas escutando a alma das pessoas. Que eu te amo do jeito mais simples que posso e que não houve um só dia nesses 25 anos que eu não tenha te amado profundamente.
Queria também te desejar não "muitas felicidades", mas uma só: o céu!
E te pedir pra não me deixar nunca, porque não existe Jessica sem Jennifer.
Te amo.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Sobre estar solteiro no dia dos namorados...
Mal acabou o dia das mães e o comércio já está todo decorado com corações vermelhos avisando que: O dia dos namorados está chegando! E normalmente, nessa época, os solteiros se dividem em:
#NãoPrecisoNamorarEntãoPartiuBalada e #SantoAntônioTenhaPenaTenhaDó.
Eu confesso que sempre fiz parte do segundo grupo. Chegava essa época e a vontade de ter alguém triplicava. Passar o dia 12 assistindo comédia romântica sozinha em casa? Fim de carreira!
A gente vai se desesperando, diminuindo nossas exigências, descartando nossos valores até ficar sem critério nenhum. Se antes você queria o príncipe encantado, gentil, lindo e divertido... quando chega o desespero, basta ter todos os dentes da boca que já tá de bom tamanho.
Gostaria de aproveitar o momento para ressaltar algumas coisas:
O dia dos namorados certamente é um dia especial. Bem como o Natal, o Ano novo, o nosso aniversário e todos os sábados e feriados do ano. Em todos esses dias a gente acorda cheio de expectativas, com brilhos nos olhos, e com aquela vontade de ser feliz junto com alguém. Se você quer alguém pra namorar, não se deixe levar pelo romantismo ou pelas propagandas, e NÃO SE DESESPERE! Não queira qualquer pessoa, de qualquer jeito, a qualquer custo, só pra não estar sozinho. Vale a pena esperar pela pessoa certa! (leia aqui)
É fundamental ter critérios para não aceitar qualquer coisa, mas se você é exigente demais, é bem provável que fique sozinho. Se você não é perfeito, por que esperar que a outra pessoa seja?
Pouco antes de encontrar o meu bem-querer, um amigo muito especial me disse assim: Talvez ninguém pareça estonteante de cara! Mas quando você se permite conhecer o outro, pode se surpreender.
Eu tenho tantos amigos incríveis que estão solteiros e à procura de alguém, que me dá vontade de gritar pra todo mundo:
Ei! Existe gente bacana no mundo. O amor não está ultrapassado. Os homens prestam sim. As mulheres também. Parem de procurar nos lugares errados! O amor da sua vida não vai bater na porta da sua casa a qualquer hora. Sabe aquela pessoa comum que você conhece? Já pensou que ali dentro pode estar guardado alguém surpreendente?
#NãoPrecisoNamorarEntãoPartiuBalada e #SantoAntônioTenhaPenaTenhaDó.
Eu confesso que sempre fiz parte do segundo grupo. Chegava essa época e a vontade de ter alguém triplicava. Passar o dia 12 assistindo comédia romântica sozinha em casa? Fim de carreira!
A gente vai se desesperando, diminuindo nossas exigências, descartando nossos valores até ficar sem critério nenhum. Se antes você queria o príncipe encantado, gentil, lindo e divertido... quando chega o desespero, basta ter todos os dentes da boca que já tá de bom tamanho.
Gostaria de aproveitar o momento para ressaltar algumas coisas:
O dia dos namorados certamente é um dia especial. Bem como o Natal, o Ano novo, o nosso aniversário e todos os sábados e feriados do ano. Em todos esses dias a gente acorda cheio de expectativas, com brilhos nos olhos, e com aquela vontade de ser feliz junto com alguém. Se você quer alguém pra namorar, não se deixe levar pelo romantismo ou pelas propagandas, e NÃO SE DESESPERE! Não queira qualquer pessoa, de qualquer jeito, a qualquer custo, só pra não estar sozinho. Vale a pena esperar pela pessoa certa! (leia aqui)
É fundamental ter critérios para não aceitar qualquer coisa, mas se você é exigente demais, é bem provável que fique sozinho. Se você não é perfeito, por que esperar que a outra pessoa seja?
Pouco antes de encontrar o meu bem-querer, um amigo muito especial me disse assim: Talvez ninguém pareça estonteante de cara! Mas quando você se permite conhecer o outro, pode se surpreender.
Eu tenho tantos amigos incríveis que estão solteiros e à procura de alguém, que me dá vontade de gritar pra todo mundo:
Ei! Existe gente bacana no mundo. O amor não está ultrapassado. Os homens prestam sim. As mulheres também. Parem de procurar nos lugares errados! O amor da sua vida não vai bater na porta da sua casa a qualquer hora. Sabe aquela pessoa comum que você conhece? Já pensou que ali dentro pode estar guardado alguém surpreendente?
"Mas tudo que acontece na vida tem um momento e um destino
Viver é uma arte, é um ofício só que precisa cuidado
Pra perceber que olhar só pra dentro é o maior desperdício
O teu amor pode estar do seu lado..."
segunda-feira, 4 de maio de 2015
O que realmente importa?
Hoje minha poesia cotidiana estava ali num quarto de UTI. Meu avô já está internado há 8 dias, e embora esteja bem melhor, precisa ficar um pouco mais até os médicos chegarem a um diagnóstico.
Mas não é sobre isso que quero falar. rs
Quero falar de como o Véi João, Pardal, Fragelim, Voím, me ensinou o que realmente é importante.
Cheguei logo depois do seu almoço e ele estava todo bonitão de camisa listrada. Tinha saído pra fazer um exame, e contou vantagem que tava passeando de ambulância.
Sentei ao seu lado e começamos a conversar.
Ele me contou com detalhes como foi o exame: sobre a entrevista com a psicóloga que o fez desenhar "arvinhas", quadradinhos; depois ela perguntou que dia era hoje, sua data de nascimento, e pediu que ele falasse todos os meses do ano "de ré" (segundo ele, a psicóloga ficou impressionada porque ele respondeu tudo certinho); depois colocaram ele dentro de um túnel por 28 minutos, mas não dava pra dormir porque fazia muito barulho; aí dois médicos muito bonzinhos foram lá pra ver se ele tava bem, e dizer que o resultado do exame vai demorar um pouco pra sair.
Aí o vô João disse que não se importa tanto em ficar no hospital, porque ele está sendo bem cuidado. Que ele não gosta é de ficar dando trabalho pras pessoas. Eu disse a ele que não era trabalho nenhum. E que toda provação vem pra nos aproximar de Deus, pra nos aproximar mais de nossa família.
Ele me disse assim: Deus me deu uma família maravilhosa. Filhas lindas, netos maravilhosos. E Deus foi lá e pôs em cima dessa família uma bênção. Que família abençoada eu tenho. Outra bênção que Deus me deu foi cuidar de mim. Quando eu passei mal, tava dirigindo. Mas Deus foi lá, pinçou minha mão e me fez desligar o carro naquele cruzamento. Deus não deixou nada de mal me acontecer.
Não precisava de mais nada, né?
Mas ele ainda me contou da época em que trabalhava, eu recitei pra ele uma moda sertaneja, nós rimos e brincamos sobre a paciente ao lado que estava falando coisa com coisa. Disse que tem saudade de antigamente quando ele "curtia" sua boa saúde.
Então eu pedi: Vô, vamo tirar uma foto pra eu mostrar que o senhor tá bem?
Ele: Ihh. Então abre a gaveta e pega meu rayban pra nóis tirá a foto.
Mas não é sobre isso que quero falar. rs
Quero falar de como o Véi João, Pardal, Fragelim, Voím, me ensinou o que realmente é importante.
Cheguei logo depois do seu almoço e ele estava todo bonitão de camisa listrada. Tinha saído pra fazer um exame, e contou vantagem que tava passeando de ambulância.
Sentei ao seu lado e começamos a conversar.
Ele me contou com detalhes como foi o exame: sobre a entrevista com a psicóloga que o fez desenhar "arvinhas", quadradinhos; depois ela perguntou que dia era hoje, sua data de nascimento, e pediu que ele falasse todos os meses do ano "de ré" (segundo ele, a psicóloga ficou impressionada porque ele respondeu tudo certinho); depois colocaram ele dentro de um túnel por 28 minutos, mas não dava pra dormir porque fazia muito barulho; aí dois médicos muito bonzinhos foram lá pra ver se ele tava bem, e dizer que o resultado do exame vai demorar um pouco pra sair.
Aí o vô João disse que não se importa tanto em ficar no hospital, porque ele está sendo bem cuidado. Que ele não gosta é de ficar dando trabalho pras pessoas. Eu disse a ele que não era trabalho nenhum. E que toda provação vem pra nos aproximar de Deus, pra nos aproximar mais de nossa família.
Ele me disse assim: Deus me deu uma família maravilhosa. Filhas lindas, netos maravilhosos. E Deus foi lá e pôs em cima dessa família uma bênção. Que família abençoada eu tenho. Outra bênção que Deus me deu foi cuidar de mim. Quando eu passei mal, tava dirigindo. Mas Deus foi lá, pinçou minha mão e me fez desligar o carro naquele cruzamento. Deus não deixou nada de mal me acontecer.
Não precisava de mais nada, né?
Mas ele ainda me contou da época em que trabalhava, eu recitei pra ele uma moda sertaneja, nós rimos e brincamos sobre a paciente ao lado que estava falando coisa com coisa. Disse que tem saudade de antigamente quando ele "curtia" sua boa saúde.
Então eu pedi: Vô, vamo tirar uma foto pra eu mostrar que o senhor tá bem?
Ele: Ihh. Então abre a gaveta e pega meu rayban pra nóis tirá a foto.
Taí o meu Fragelim. Melhorando a cada dia. E embora esteja debilitado fisicamente, acho que está bem melhor que muitos de nós.
E como se fosse possível, agora eu o amo mais do que antes!
terça-feira, 14 de abril de 2015
Sobre a Stéfanny.
E tudo começou assim...
No dia 14 de abril de 1989, estava a Dona Sônia com aquele barrigão, sentada na garupa da Monark do seu Jadir, quando ele disse: "Hoje vai nascer o futuro presidente da República!".
É, seu Jadir, ela não quis ser presidente da República, mas bem que poderia ter sido.
Nasceu a Stéfanny. A menina que não tinha cara de joelho. Tão linda, tão linda que devia passar inveja nos bebês da maternidade.
Aquela menina cresceu, ganhou duas irmãs, sentiu ciúmes, brincou com elas, comeu um grilo, pôs fogo no cesto de lixo, colocou a culpa na irmã, cortou a franja sozinha, ficou aborrescente, bateu a porta do quarto, abriu a porta do quarto, aprendeu a cozinhar, engordou, teve apendicite, fez uma cirurgia de emergência, emagreceu, ficou ruiva, passou no vestibular, conheceu o Vítor, ficou morena de novo, amadureceu, teve uma doença grave, quase morreu, recebeu um milagre, se tornou uma pessoa bem melhor, se formou na faculdade, fez mestrado em História, se tornou professora, noivou, casou, ficou loira, completou 26 anos...
...e hoje é uma das pessoas mais lindas, mais incríveis, mais maravilhosas que eu conheço.
Bendito dia 14 de abril em que podemos celebrar a vida da menina que não foi presidente,
mas que transforma todos os lugares por onde passa.
Feliz Aniversário, Bezim! <3
No dia 14 de abril de 1989, estava a Dona Sônia com aquele barrigão, sentada na garupa da Monark do seu Jadir, quando ele disse: "Hoje vai nascer o futuro presidente da República!".
É, seu Jadir, ela não quis ser presidente da República, mas bem que poderia ter sido.
Nasceu a Stéfanny. A menina que não tinha cara de joelho. Tão linda, tão linda que devia passar inveja nos bebês da maternidade.
Aquela menina cresceu, ganhou duas irmãs, sentiu ciúmes, brincou com elas, comeu um grilo, pôs fogo no cesto de lixo, colocou a culpa na irmã, cortou a franja sozinha, ficou aborrescente, bateu a porta do quarto, abriu a porta do quarto, aprendeu a cozinhar, engordou, teve apendicite, fez uma cirurgia de emergência, emagreceu, ficou ruiva, passou no vestibular, conheceu o Vítor, ficou morena de novo, amadureceu, teve uma doença grave, quase morreu, recebeu um milagre, se tornou uma pessoa bem melhor, se formou na faculdade, fez mestrado em História, se tornou professora, noivou, casou, ficou loira, completou 26 anos...
...e hoje é uma das pessoas mais lindas, mais incríveis, mais maravilhosas que eu conheço.
Bendito dia 14 de abril em que podemos celebrar a vida da menina que não foi presidente,
mas que transforma todos os lugares por onde passa.
Feliz Aniversário, Bezim! <3
terça-feira, 17 de março de 2015
Algo um pouco mais complexo...
Tenho vários amigos gays e os amo profundamente.
Começo assim esse texto para que você entenda que não se trata de uma crítica homofóbica, mas somente da minha opinião expressada. Se você é melindroso e se ofende facilmente, ou se não interessa pela opinião do outro, não precisa ler até o fim. Obrigada. De nada. rs
Quem acompanha meus rabiscos aqui no blog sabe que não sou muito de textos polêmicos, nem pretendo discutir futebol, política ou qualquer assunto que cause estranheza entre os leitores. E não é porque não acho que esses assuntos não devam ser discutidos, nem porque eu tenho medo de desagradar alguns. Eu gosto de escrever sobre o que vivo, sobre o que sinto.
Dito isso, quero voltar ao ponto inicial: eu não tenho medo ou nojo de homossexuais. Não os discrimino pela opção que fizeram. Nem julgo o caráter ou a boa índole de alguém por sua sexualidade.
Entretanto, não é por não ser homofóbica que devo engolir a qualquer custo a tentativa de alguns em naturalizar a homossexualidade.
"Ah.. mas isso é tão comum hoje em dia."
Comum não é sinônimo de natural. Não é porque algumas pessoas estão "saindo do armário" e assumindo suas escolhas que de repente isso virou parte da natureza.
Ser gay é comum? Hoje em dia, muito!
É normal? Sim. Não considero uma anomalia.
É natural? Não, nunca foi e nunca será.
Não pretendo entrar na questão "escolha x genética x cultura" porque é bem mais complexo do que parece. Estou falando sobre a exposição exagerada do assunto e a forçada imposição dos simpatizantes.
Começo assim esse texto para que você entenda que não se trata de uma crítica homofóbica, mas somente da minha opinião expressada. Se você é melindroso e se ofende facilmente, ou se não interessa pela opinião do outro, não precisa ler até o fim. Obrigada. De nada. rs
Quem acompanha meus rabiscos aqui no blog sabe que não sou muito de textos polêmicos, nem pretendo discutir futebol, política ou qualquer assunto que cause estranheza entre os leitores. E não é porque não acho que esses assuntos não devam ser discutidos, nem porque eu tenho medo de desagradar alguns. Eu gosto de escrever sobre o que vivo, sobre o que sinto.
Dito isso, quero voltar ao ponto inicial: eu não tenho medo ou nojo de homossexuais. Não os discrimino pela opção que fizeram. Nem julgo o caráter ou a boa índole de alguém por sua sexualidade.
Entretanto, não é por não ser homofóbica que devo engolir a qualquer custo a tentativa de alguns em naturalizar a homossexualidade.
"Ah.. mas isso é tão comum hoje em dia."
Comum não é sinônimo de natural. Não é porque algumas pessoas estão "saindo do armário" e assumindo suas escolhas que de repente isso virou parte da natureza.
Ser gay é comum? Hoje em dia, muito!
É normal? Sim. Não considero uma anomalia.
É natural? Não, nunca foi e nunca será.
Não pretendo entrar na questão "escolha x genética x cultura" porque é bem mais complexo do que parece. Estou falando sobre a exposição exagerada do assunto e a forçada imposição dos simpatizantes.
Dois pontos gostaria de ressaltar:
1) Quer que a sociedade aceite os homossexuais? Não é com parada gay, beijaço, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg na novela das 9, Jean Wyllys como deputado federal, que as pessoas vão conseguir mudar uma concepção milenar. Até dois héteros se beijando publicamente podem causar constrangimento, quanto mais dois homossexuais. Intimidades devem ser particulares.
2) Você pode ser homossexual sem ser vulgar ou promíscuo.
Um homem pode gostar de outro homem e ser sensível, mas não precisa parecer uma perua fresca e andar como uma gazela saltitante. Isso até ofende as mulheres.
Uma mulher pode gostar de outra mulher e dispensar as delicadezas, mas não precisa arrotar alto, coçar as partes baixas e andar como maloqueiro. Isso ofende os homens.
Meus amigos homossexuais, assumidos e bem resolvidos, nunca precisaram me forçar a aceitá-los, mas me mostraram ser mais do que sua opção sexual: tocam violão, gostam de pescar, tem 3 faculdades, acreditam em Deus, são amorosos, cuidam da família... são gente! Não só uma insatisfação ambulante pedindo por aceitação.
P.S.: Que fique bem claro, que talvez você não concorde ou aceite a homossexualidade de nenhum modo. Isso não te dá o direito de ser agressivo ou ofensivo com ninguém. Respeito cabe em qualquer lugar e é dever de todos.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Sobre as rosquinhas de leite condensado...
Eu tinha 12 anos quando ela foi morar junto do papai do céu.
Eu já era grandinha pra entender sobre a morte. Sabia que ela não voltaria e que eu só a veria quando eu morresse também, mas mesmo assim eu não quis chorar. Consolei minha mãe, irmãs, tias e até cantei no velório dela. Na hora do sepultamento, não quis ficar ali perto, então fui caminhar pelo cemitério acompanhada do meu tio preferido, olhando as fotos das lápides e fazendo cálculos pra ver quantos anos aquelas pessoas tinham vivido. rs
Alguns meses depois, estava no meu quarto quando me veio a lembrança de uma música:
"Não sei porque você se foi
quantas saudades eu senti
e de tristeza vou viver
aquele adeus não pude dar..."
Me lembrei da minha Vó Maria. E então o choro veio.
Todo mundo já tinha vivido o luto de sua perda, mas eu não.
Eu tinha engolido o choro alguns meses antes, mas naquela hora, ele voltou à garganta.
Chorei, chorei e chorei.
Cantei pra ela e comecei a reviver todas as minhas memórias numa tentativa absoluta de guardar cada detalhe pra sempre.
Me lembrei da sua pele cheia de sardas, suas unhas de esmalte, seu cabelo meio branco, meio tingido.
E embora eu seja alérgica, eu pude sentir saudade do cheiro de cigarro misturado ao seu perfume francês. Aquela voz rouca e aquela tosse insistente na madrugada, parecia canção aos meus ouvidos naquele instante.
Me lembrei de suas ligações, das reclamações constantes, mas de como ela dizia que me amava.
E claro, me lembrei da rosquinha de leite condensado.
Minha vó fazia uma rosquinha, aparentemente normal, mas que nenhum chef de cozinha poderia imitar:
ela deixava meio crua de propósito e mergulhava numa tupperware branca cheia de leite condensado.
Recordei-me de uma vez que chegamos na chácara pra visitá-la, e como sempre meu pai buzinava no golzinho amarelo desde a porteira até a porta da casa. E lá vinha Dona Maria com os olhos cheios d'água de saudade. Corremos até ela e perguntamos:
-Vó, tem rosquinha?
- Ah. Num vai pedir bença, não? Só veio por causa da rosquinha? A vó não fez dessa vez.
E com cara de decepcionadas, eu e minhas irmãs pedimos bença e entramos.
E lá dentro estava a surpresa... ela tinha feito a rosquinha.
E como sempre a geladeira estava recheada: lata de marrom glacê, bandeja de uva passa e geleia de mocotó.
...
Ainda guardo essas lembranças, e me apego a elas com uma saudade sufocante.
Que vontade eu tenho de abraçar Dona Maria, de ouvir sua voz, sentir seu cheiro e beijar sua pele enrugada.
Se estivesse viva, hoje levaríamos um bolinho pra cantar parabéns pra ela.
Provavelmente, eu faria uma piada com as velinhas dos seu sessenta e nove anos e diria que ela já estava com noventa e seis. Ela daria uma risada rouca e me mandaria comer logo.
Vó Maria, hoje gostaria que soubesse que estou feliz! Que ainda estou cantando na Igreja, que ainda faço piadas e ainda sou aquela menina sapeca. Que estou tentando viver uma vida santa pra garantir a vida eterna.
E não esquece, Dona Mariinha: quando eu chegar no céu, já vou perguntar pra Nossa Senhora se tem rosquinha de leite condensado, e estou certa de que ali vou te encontrar novamente.
Eu já era grandinha pra entender sobre a morte. Sabia que ela não voltaria e que eu só a veria quando eu morresse também, mas mesmo assim eu não quis chorar. Consolei minha mãe, irmãs, tias e até cantei no velório dela. Na hora do sepultamento, não quis ficar ali perto, então fui caminhar pelo cemitério acompanhada do meu tio preferido, olhando as fotos das lápides e fazendo cálculos pra ver quantos anos aquelas pessoas tinham vivido. rs
Alguns meses depois, estava no meu quarto quando me veio a lembrança de uma música:
"Não sei porque você se foi
quantas saudades eu senti
e de tristeza vou viver
aquele adeus não pude dar..."
Me lembrei da minha Vó Maria. E então o choro veio.
Todo mundo já tinha vivido o luto de sua perda, mas eu não.
Eu tinha engolido o choro alguns meses antes, mas naquela hora, ele voltou à garganta.
Chorei, chorei e chorei.
Cantei pra ela e comecei a reviver todas as minhas memórias numa tentativa absoluta de guardar cada detalhe pra sempre.
Me lembrei da sua pele cheia de sardas, suas unhas de esmalte, seu cabelo meio branco, meio tingido.
E embora eu seja alérgica, eu pude sentir saudade do cheiro de cigarro misturado ao seu perfume francês. Aquela voz rouca e aquela tosse insistente na madrugada, parecia canção aos meus ouvidos naquele instante.
Me lembrei de suas ligações, das reclamações constantes, mas de como ela dizia que me amava.
E claro, me lembrei da rosquinha de leite condensado.
Minha vó fazia uma rosquinha, aparentemente normal, mas que nenhum chef de cozinha poderia imitar:
ela deixava meio crua de propósito e mergulhava numa tupperware branca cheia de leite condensado.
Recordei-me de uma vez que chegamos na chácara pra visitá-la, e como sempre meu pai buzinava no golzinho amarelo desde a porteira até a porta da casa. E lá vinha Dona Maria com os olhos cheios d'água de saudade. Corremos até ela e perguntamos:
-Vó, tem rosquinha?
- Ah. Num vai pedir bença, não? Só veio por causa da rosquinha? A vó não fez dessa vez.
E com cara de decepcionadas, eu e minhas irmãs pedimos bença e entramos.
E lá dentro estava a surpresa... ela tinha feito a rosquinha.
E como sempre a geladeira estava recheada: lata de marrom glacê, bandeja de uva passa e geleia de mocotó.
...
Ainda guardo essas lembranças, e me apego a elas com uma saudade sufocante.
Que vontade eu tenho de abraçar Dona Maria, de ouvir sua voz, sentir seu cheiro e beijar sua pele enrugada.
Se estivesse viva, hoje levaríamos um bolinho pra cantar parabéns pra ela.
Provavelmente, eu faria uma piada com as velinhas dos seu sessenta e nove anos e diria que ela já estava com noventa e seis. Ela daria uma risada rouca e me mandaria comer logo.
Vó Maria, hoje gostaria que soubesse que estou feliz! Que ainda estou cantando na Igreja, que ainda faço piadas e ainda sou aquela menina sapeca. Que estou tentando viver uma vida santa pra garantir a vida eterna.
E não esquece, Dona Mariinha: quando eu chegar no céu, já vou perguntar pra Nossa Senhora se tem rosquinha de leite condensado, e estou certa de que ali vou te encontrar novamente.
domingo, 8 de março de 2015
SÓ PARA MULHERES...
Foi agorinha em plena escada rolante no shopping:
- Moça, seu cabelo é natural? Que lindo!!!
Isso tem sido frequente nos últimos meses, e eu confesso que ainda não me acostumei. As pessoas me param no trabalho, na rua, na igreja e me perguntam que produto uso pra finalizar os cachos, qual a cor da minha tinta, e o que eu fiz pra ele ficar bonito assim de repente. rs
Meu cabelo é naturalmente cacheado... o problema é que eu não sabia como cuidar dele.
Engraçado que hoje também tive a felicidade de ouvir de duas pessoas muito queridas que eu tenho estado mais bonita e feminina a cada dia. A amiga disse que só pode ser reflexo da minha alma que está feliz. O amigo disse que a feminilidade sempre foi característica minha, mas que agora eu estou exalando isso...
Bem, como sabem, esse não é um blog de moda e eu não sei falar sobre estética, então, não farei um vídeo tutorial mostrando como finalizar o cabelo. hahaha
E embora tudo isso pareça meio fútil ou mesmo clichê, eu precisava escrever sobre isso.
Acabei concluindo que, talvez como meu cabelo que sempre foi bonito, mas levei um bom tempo pra aprender os cuidados necessários, minha alma também precisava ser cuidada... e isso fez toda diferença. Quando eu aprendi a me amar, e deixei que alguém me amasse também, ficou impossível esconder o brilho dos olhos.
Eu aproveito esse dia 08 de março, Dia da Mulher, pra dizer que não importa se seu cabelo é liso e não para nem um grampo, ou crespo e armado como uma juba de leão; não interessa se você come o dia inteiro e não engorda um grama, ou se você só olha pra comida e já ganha um quilo extra; não importa sua TPM, suas inconstâncias, sua fragilidade...
O que realmente é importante é que você é linda, independente do que pensem!
PS: Quer ficar mais bonita? Se ame e se deixe amar por alguém que saiba o seu valor!
Feliz Dia da Mulher!!
- Moça, seu cabelo é natural? Que lindo!!!
Isso tem sido frequente nos últimos meses, e eu confesso que ainda não me acostumei. As pessoas me param no trabalho, na rua, na igreja e me perguntam que produto uso pra finalizar os cachos, qual a cor da minha tinta, e o que eu fiz pra ele ficar bonito assim de repente. rs
Meu cabelo é naturalmente cacheado... o problema é que eu não sabia como cuidar dele.
Engraçado que hoje também tive a felicidade de ouvir de duas pessoas muito queridas que eu tenho estado mais bonita e feminina a cada dia. A amiga disse que só pode ser reflexo da minha alma que está feliz. O amigo disse que a feminilidade sempre foi característica minha, mas que agora eu estou exalando isso...
Bem, como sabem, esse não é um blog de moda e eu não sei falar sobre estética, então, não farei um vídeo tutorial mostrando como finalizar o cabelo. hahaha
E embora tudo isso pareça meio fútil ou mesmo clichê, eu precisava escrever sobre isso.
Acabei concluindo que, talvez como meu cabelo que sempre foi bonito, mas levei um bom tempo pra aprender os cuidados necessários, minha alma também precisava ser cuidada... e isso fez toda diferença. Quando eu aprendi a me amar, e deixei que alguém me amasse também, ficou impossível esconder o brilho dos olhos.
Eu aproveito esse dia 08 de março, Dia da Mulher, pra dizer que não importa se seu cabelo é liso e não para nem um grampo, ou crespo e armado como uma juba de leão; não interessa se você come o dia inteiro e não engorda um grama, ou se você só olha pra comida e já ganha um quilo extra; não importa sua TPM, suas inconstâncias, sua fragilidade...
O que realmente é importante é que você é linda, independente do que pensem!
PS: Quer ficar mais bonita? Se ame e se deixe amar por alguém que saiba o seu valor!
Feliz Dia da Mulher!!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Descanso da alma...
Essa é a época do ano que mais trabalho, sabe?
Acordo cedo, trabalho o dia inteiro, chego em casa exausta (física e mentalmente), e à noite só quero minha cama.
Me lembro que no ano passado eu até dei graças a Deus por estar solteira só pra não precisar dar atenção pra ninguém. rs
Mas nesse ano tive uma feliz surpresa: era uma segunda-feira daquelas. Estava cuidando de mil coisas ao mesmo tempo quando meu namorado chegou aqui na empresa. Mesmo que eu não pudesse lhe dar atenção ele quis me esperar. Ele me viu resmungar, reclamar, e ficou ali, ora em silêncio, ora me fazendo sorrir. Depois me levou embora, me abraçou e entendeu o meu cansaço.
Então eu contei a ele que antes eu preferia não estar namorando só pra não ser obrigada a cuidar de ninguém naquele momento. Ele me sorriu e disse que nesse instante ele é quem deveria cuidar de mim.
Esse texto não é pra contar as vantagens de ter um namorado maravilhoso (embora seja esse o caso), mas pra falar dessas pessoas que descansam nossa alma.
Eu tenho visto cada vez mais as pessoas com aquela necessidade extrema de competir problemas. Se você reclama de algo, o outro já diz: "Nossa, nem me fale.". E lá vem reclamações.
As pessoas andam por aí exibindo o tamanho de suas cruzes, implorando um pouco de pena (já não bastasse a auto-piedade enraizada em suas consciências). Já não vemos tantos Cirineus, capazes de deixar de lado por um instante suas misérias pra acolher a dor e o cansaço do outro.
Não me entenda mal. Não estou sugerindo que você coloque um sorriso no rosto e finja não ter problemas... Mas se sua cruz está pesada, pare de lamentar, reclamar e jogar nas pessoas todas as suas angústias... e peça ajuda.
Carregue também um pouco da cruz do outro.
Quando você chega, as pessoas sentem o alívio do encontro ou o incômodo da presença?
Acordo cedo, trabalho o dia inteiro, chego em casa exausta (física e mentalmente), e à noite só quero minha cama.
Me lembro que no ano passado eu até dei graças a Deus por estar solteira só pra não precisar dar atenção pra ninguém. rs
Mas nesse ano tive uma feliz surpresa: era uma segunda-feira daquelas. Estava cuidando de mil coisas ao mesmo tempo quando meu namorado chegou aqui na empresa. Mesmo que eu não pudesse lhe dar atenção ele quis me esperar. Ele me viu resmungar, reclamar, e ficou ali, ora em silêncio, ora me fazendo sorrir. Depois me levou embora, me abraçou e entendeu o meu cansaço.
Então eu contei a ele que antes eu preferia não estar namorando só pra não ser obrigada a cuidar de ninguém naquele momento. Ele me sorriu e disse que nesse instante ele é quem deveria cuidar de mim.
Esse texto não é pra contar as vantagens de ter um namorado maravilhoso (embora seja esse o caso), mas pra falar dessas pessoas que descansam nossa alma.
Eu tenho visto cada vez mais as pessoas com aquela necessidade extrema de competir problemas. Se você reclama de algo, o outro já diz: "Nossa, nem me fale.". E lá vem reclamações.
As pessoas andam por aí exibindo o tamanho de suas cruzes, implorando um pouco de pena (já não bastasse a auto-piedade enraizada em suas consciências). Já não vemos tantos Cirineus, capazes de deixar de lado por um instante suas misérias pra acolher a dor e o cansaço do outro.
Não me entenda mal. Não estou sugerindo que você coloque um sorriso no rosto e finja não ter problemas... Mas se sua cruz está pesada, pare de lamentar, reclamar e jogar nas pessoas todas as suas angústias... e peça ajuda.
Carregue também um pouco da cruz do outro.
Quando você chega, as pessoas sentem o alívio do encontro ou o incômodo da presença?
"A minha vontade é de ser pra você feito sombra e descanso sem fim." (Padre Fábio de Melo)
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
A menina e o menino...
"Então.
A menina amante das palavras, apaixonada pelo Verbo, de repente fica muda diante dos mil pensamentos que reviram sua mente e da ausência de vocabulário adequado pra expressar o que sente.
Essa menina gostou de muitos meninos. Por eles, mas também por ela, sabe?
Essa menina gostou de muitos meninos. Por eles, mas também por ela, sabe?
Ela gostava do simples gostar. Algumas vezes ela ficava em dúvida se estava apaixonada por algum daqueles meninos ou por ela mesma. Quando parecia apaixonada, ela acordava mais feliz, se arrumava de um jeito diferente, fazia surpresas, escrevia poemas, cantava canções de amor... mas nem tinha certeza dos motivos pelos quais se apaixonara. Às vezes sentia que era uma mistura de amor-próprio com um leve gostar do outro.
Isso foi se intensificando de um modo que esse amor-próprio se tornou orgulho ou vaidade. Ela já não se ocupava em ser melhor pro outro, às vezes queria conquistá-lo apenas por si mesma. Como um troféu. Como um atestado de competência na área da conquista. Parecia grande coisa, mas não era.
Um dia ela se sentiu tão boa, tão inchada de orgulho, tão capaz de ter qualquer um que ela finalmente percebeu que não queria ter qualquer um, não queria ter todos, nem queria ter só a si mesma.
Entendeu que ela precisava mesmo era olhar pra alguém, encontrar sentido no outro. Perceber as qualidades daquela pessoa e se apaixonar por elas como se completassem a razão da sua alegria. Descobrir os defeitos também, mas aprender a suportá-los porque as luzes acesas chamam mais atenção do que as que estão queimadas.
Descobriu, assim do nada, que precisava se apaixonar de novo, mas dessa vez com aquela alma de criança, sabe? De quando se gosta de alguém na escola e consegue achá-lo lindo mesmo que ele volte suado do recreio e nem perceba o seu gostar. Gostar sem motivos aparentes. Simplesmente por gostar.
E ela descobriu isso, justamente, quando aquele menino apareceu reclamando do coração vazio. Ela ficou meio receosa, mas a cada instante parecia que ela tinha a forma exata do vazio daquele coração. Parecia que ninguém se encaixaria naquele espaço senão ela e o amor que poderia dar..." (12/11/2014)
Sabe como essa história continua?
"Aquele menino olhou pra menina e convidou-a pra entrar no espaço daquele coração. Aquele espaço estava meio bagunçado, e tinha poeira pelos cantos... já havia algum tempo que não entrava ninguém ali.
Mesmo assim, ela gostou daquele lugar sabe?
Mesmo assim, ela gostou daquele lugar sabe?
Começou uma faxina e quando tudo já estava bem organizado, resolveu se acomodar por ali e aos poucos levar seus tesouros. Tinha a impressão que era um lugar maravilhoso pra permanecer a vida inteira.
Agora ela vive feliz no espaço daquele coração.
Não sabe por quanto tempo vai ficar, porque o amanhã é incerto...
Mas hoje é um fragmento de uma eternidade.
Então, se depender de hoje, acho que essa menina vai querer viver ali pra sempre..." (02/01/2015)
Mas hoje é um fragmento de uma eternidade.
Então, se depender de hoje, acho que essa menina vai querer viver ali pra sempre..." (02/01/2015)
(Dedicado a Vinícius Soares, o menino que também passou a morar no meu coração e transformou esse espaço num lugar muito melhor)
Assinar:
Postagens (Atom)










