domingo, 21 de setembro de 2014

Eu entrego...

Numa noite de domingo, eu e o Ricardo, meu amigo e cantor predileto, íamos sair pra lanchar e resolvemos passar na capela antes...
Depois de rezar um pouco, eu o chamei pra irmos embora, mas ele pediu:
-Vamos ficar só mais um pouquinho?

Eu assenti com um sorriso e fiquei ali contemplando o sacrário.
Até que, de repente, o Ricardo começou a cantar aquele refrão:

"Eu entrego, eu entrego, tudo que trago em mim pois só confio em Ti."

Fiquei emocionada e perguntei que música linda era aquela. Ele não respondeu e cantou novamente.
Depois que descobri que ele estava compondo, eu disse: Grava no celular pra você não esquecer desse refrão, pra você terminar de compor.

Aí ele disse: Eu não sou bom com estrofes. rs

Eu sabia que ali nasceria nossa primeira parceria.
Saímos pra lanchar e no dia seguinte, acordei com a música na cabeça.
E no outro dia também.
E no outro...

Pensei que não deveria ser à toa... então na quarta-feira, sentei, rezei, e comecei a escrever aquela estrofe:
"Senhor, eu quero apresentar a Ti os fragmentos da minha vida, te ofertar os meus dons..."

Liguei pro Ricardo, fomos pro Subway novamente (rs), e quando voltamos mostrei pra ele.
Aí ele achou que essa música merecia uma outra parte.
Ficamos até às 02h da manhã do dia 24 de maio de 2013 escrevendo essa música.


Desde aquele dia, em todos os encontros, retiros, orações, adorações que cantamos, eu tive certeza de que tínhamos sido usados por Deus. Que essa música era dEle.

E depois de muitos pedidos, pudemos finalmente gravar, desse jeito simples, pra que as pessoas pudessem rezar conosco e fazer essa mesma experiência: entregar Tudo a Ele.




quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Onde está meu amor?

Estou naquela fase da vida em que todas as pessoas do mundo esperam que eu tenha um namorado. As pessoas na igreja, meus amigos, minha família, até as crianças da escola querem me apresentar um primo ou conhecido pra eu me casar logo. rs

E eu tenho um agravante: na minha casa, meus pais são casados, minha irmã está noiva e a outra num namoro duradouro. Agora as pessoas querem saber: por que cargas d’água eu estou solteira?

Primeiramente, eu gostaria de dizer que o fato de estar solteira não me faz uma deprimida em casa tomando sorvete e assistindo maratonas de seriado (essa última parte sim, rs). Eu estou solteira, mas estou cercada por tantos amigos, tantas pessoas que me querem bem que, de fato, não me sinto sozinha. Convém dizer que em certos momentos a gente sente falta mesmo de ter alguém (tipo na super-lua-cheia dessa semana que deixa a noite ridiculamente romântica), mas há outros momentos bem divertidos.

A segunda coisa é que eu quero um namorado. Claro. Desde que entendi meu chamado ao matrimônio que, naturalmente, espero encontrar alguém que possa edificar essa vocação junto comigo.

Aí entra um ponto bem importante: eu não quero beijo na boca, cinema, jantar e mensagens românticas. Eu quero tudo isso, obviamente, mas não só isso. Eu quero alguém que possa fazer parte da minha família, que me acompanhe em minhas missões (ou pelo menos parte delas), que reze comigo, que me corrija e que não tenha o centro do universo no próprio umbigo. Alguém que esteja disponível (e disposto) a enxergar minhas misérias e me ajudar a ser melhor.

Aqui vai o conselho pra todos os solteiros de plantão: o fato de eu estar carente ou à procura de alguém não pode me fazer desesperado a ponto de aceitar qualquer coisa ou qualquer pessoa:

- Às vezes, aquela pessoa é maravilhosa, MAS, não é compatível comigo.
- Aquele cara é super-fiel, então pode ser ele: entendam que isso não é uma virtude por si só, mas o mínimo que ele precisa ser. Fidelidade é obrigação.
- Aquele cara se parece em tudo comigo, é quase um espelho meu, mas talvez não seja a pessoa, porque no cotidiano eu não vou aguentar alguém que seja igual a mim, inclusive nos defeitos.

Eu decidi escrever sobre isso porque se alguém casado e bem-resolvido fala sobre o assunto, a nossa reação é responder: “Ah, pra você é fácil; você já encontrou o grande amor da sua vida.”. E como eu ainda estou no processo, à espera ou à procura, talvez eu tenha propriedade pra falar. rs

Então, minhas considerações finais...

Não existe ninguém perfeito, nem a pessoa certa pra você. Existe alguém capaz de te fazer apaixonar e disposto a ir pro céu junto contigo. (E ir pro céu normalmente é caminhar pelo calvário).


Não se desespere pra encontrar alguém, mas se ocupe em ser melhor pra si e para os outros. Quando aquela pessoa chegar, você já vai estar completo de Deus e não vai precisar do outro pra ser feliz, mas vai se ocupar em fazê-lo feliz! E o melhor, gratuitamente.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Rara calma...

Vou te cantar meu sentir...
Talvez eu hoje chore como nunca, mas sei que não estou só.




Música: Rara Calma
Composição: Rogério Feltrin

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Pela liberdade de religião.

Todo o homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião;
este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.
(Declaração Universal dos Direitos Humanos)


Desde já, gostaria de manifestar que minha intenção em escrever sobre isso é unicamente a de convidar você a pensar sobre o assunto. Não sou teórica, nem tenho muitos fundamentos, mas tenho minha vida e o que observo.

O ser humano é por natureza, "homo religiosus". Religio vem de relegere (religar com o transcendente ou reler-se a si mesmo). Até os que se dizem ateus ou agnósticos, de algum modo, são portadores dessa espiritualidade e habilidade de se unir a uma divindade superior ou abraçar uma causa altruísta, ética e tentar ser melhor.

Partindo desse ponto, a intenção da religião, de um modo geral, não é a de dividir, separar, excluir, mas a de agregar, conduzir, converter para o bem. Nós é que somos egoístas e egocêntricos, incapazes de conviver com as diferenças dos outros; incapazes de enxergar nossas próprias misérias e lidar com nossa própria falta de moral; nós é que repelimos o que é diferente do que acreditamos e taxamos como "errado" qualquer coisa que fuja da nossa lógica e verdade.

Digo isso porque pessoas são perseguidas dia-após-dia por professarem sua fé, seu credo. Quando não é uma perseguição direta e declarada (como os milhares de católicos sendo mortos no Iraque), vemos a repulsa mascarada que manifesta a mesma incapacidade com o acolhimento da diferença.

Tenho visto pessoas deixando de ser fiéis a Deus porque ouviram que os pastores são todos ladrões ou que os padres são pedófilos: Mudem a fita! Essa generalização já encheu. 

Tenho observado pessoas defendendo o aborto e legalização da maconha, por exemplo, e tratando isso como se fossem questões unicamente religiosas, mas não. Esses assuntos são de cunho moral, ético, biológico. Parecem religiosos porque os cristãos se manifestam mais ativamente contra o que fere e vai de encontro à dignidade humana. 

Tenho assistido ateus muito mais ocupados em atacar os crentes (os que creem), tentando provar a inexistência de Deus, do que seguindo suas próprias vidas. 

Tenho acompanhado pessoas batendo na minha porta pra tentarem me "converter", como se conversão fosse mudar de igreja. Façam a gentileza de pregar o Evangelho a quem necessita ouvir. Se forem lá em casa, levem a Palavra de Deus pra me confortar e mostrar unidade, sem pra isso tentar me forçar a ir pra sua igreja. 

Tenho percebido que muitos de nós, cristãos, agimos como se todos os que não acreditassem fossem direto pro inferno.
Cristãos, vivam sua fé. Testemunhem a graça de Deus. Vivam a misericórdia. Sem a caridade, de nada vale nossa fé.
(I Cor 13 - que todo mundo sabe de cor, mas ninguém parece entender).

Quer que alguém experimente algo que você ama? Então fale sobre isso com alegria e dê testemunho para que o outro deseje também sentir isso. Não empurre goela abaixo a sua verdade porque isso gera mais repulsa ainda.

Vamos nos respeitar? Nos amar mais?






"Como irei compreender?
Se minha vida passa longe da verdade que eu ouvi
E os meus passos já não tocam os caminhos que aprendi


Meu argumento me empobrece e me faz pensar assim
Que estou tão certo, e é perfeito o meu jeito de servir


Digo que amo minha igreja e o chamado que atendi
Mas já não ouço os conselhos e a Palavra que há em mim


Sonho que um dia a boa nova se espalhe até os confins
Mas sem Santidade
Sem fidelidade
Toda obra ruma ao fim"







terça-feira, 2 de setembro de 2014

Sobre a saudade antecipada...

Minha irmã está casando.

Eu sei que parece algo absolutamente natural, e é particularmente uma grande bênção pra nossa vida, mas há alguns dias isso tem mexido demais comigo.

Não é medo nem tristeza, afinal, eu tenho certeza que ela encontrou o amor da vida dela e que ela vai ser imensamente feliz ao lado dele. Que aquela historinha clichê de "não estou perdendo uma irmã, mas ganhando um irmão" faz muito sentido pra nós e já vem acontecendo há alguns anos.

Mas de repente me bate um desespero: sabe aquela menininha implicante com quem dividimos todas as nossas memórias, que acorda todos os dias antes de todo mundo e faz o café, que tá sempre reclamando de alguma dor, e que faz uma lista de atividades em pleno sábado pra não deixar de fazer nada do que programou? Então... daqui a alguns meses não vai mais fazer parte da rotina da nossa família, não nos veremos diariamente e tudo vai ser um pouco diferente.

A nossa menina tá crescendo.

Tenho certeza absoluta de que nossa amizade só vai se fortalecer. Que os pequenos momentos vão compensar a falta, que as gargalhadas terão mais valor, que ela está abrindo um caminho natural e que, muito em breve, será nossa vez de deixarmos os coroas e nos unirmos a quem edificará nossa vocação.


Eu poderia me delongar por parágrafos enormes falando do misto de sensações que isso me causa.
Mas eu só queria desabafar.


Acho que estou com saudades antecipadas...



PS: A música é só pra aumentar a tortura, triplicar a nostalgia e justificar as lágrimas insistentes.