segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Doce espera.

Ah o tempo...

Tem essa capacidade de ser um amigo fiel e um inimigo traiçoeiro. Rs
Os enamorados podem se surpreender com a velocidade do tempo: as horas com quem se ama parecem poucos minutos. Já os pacientes nas salas de espera vêem os minutos parecendo dias.
Aliás, eu já disse (leia aqui) sobre como pode ser difícil a arte da espera.
Mas no fim, ela costuma valer à pena.

Comecei a entrar nesse mistério de um jeito inédito, vivendo o advento na liturgia e espiritualidade, mas também na própria vida. Tenho esperado ansiosamente por aqueles que “hão de vir”.

Com Jesus sempre foi assim.
Às vezes sinto uma vontade de abraçá-lo e deitar demoradamente no seu colo. Dar um beijo em Sua Mãe Santíssima, contemplar a glória de Deus e cantar pra Ele louvores que brotam do mais íntimo de mim... 

I can only imagine.



Mas ao mesmo tempo, percebo que falta tanto pra me converter. Se Jesus voltasse hoje ou me chamasse pro descanso eterno, estaria eu pronta pro paraíso? Pelas minhas contas humanas, falta muito pra melhorar. Sigo caminhando e contando com sua misericórdia.

Nesse tempo presente, estou experimentando isso na espera do Theo.
Chego a chorar de vontade de tê-lo em meus braços, beijar seus olhinhos, cheirar sua cabeça, morder seus pezinhos... (suspiros)
Como desejo reencontrá-lo, cantar pra ele, fazê-lo sorrir e niná-lo quando ele chorar.


Mas quando me lembro de quanta coisa falta pra providenciar, organizar... Tanto pra ler sobre parto, amamentação, criação... Tenho tanto pra aprender, que quase me sinto aliviada por estar demorando tanto.

Advento é isso: é ânsia, desejo, alegria confiante no reencontro, uma doce espera...
Mas sentar e esperar não ajuda em nada. Rs
É preciso caminhar, aprender, converter, preparar para a chegada (o quarto do bebê ou a manjedoura do coração).


Pelo que você tem esperado?

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Sobre o mais recente e profundo Amor...

O Theo chegou!

Sim. Chegou porque ele já está comigo desde a concepção. Já é uma vida, uma Pessoa que, embora ainda não esteja nos meus braços e abraços, já renovou todas as coisas por aqui.
Há quem pense que foi rápido demais, que deveríamos ter esperado um pouco mais, aproveitado a lua de mel dos primeiros anos, juntado nossas economias e viajado pro exterior. rs.
Não julgo quem pense assim. Mas entendam que não estamos passando pela vida cumprindo protocolos. Nós temos um propósito de vida; uma vocação e uma missão.




No dia do nosso casamento, 24 de junho de 2017, nosso amigo padre Arthur nos disse: Para o casal cristão, ter filhos não é um direito, mas, sobretudo um dever.  Entendemos ali. E essa verdade de fé inquietou o nosso coração nos meses que se seguiram. A cada encontro e consumação do nosso amor, nos deparávamos com um misto de medo e desejo de engravidarmos. As responsabilidades que viriam nos assustavam, é claro. A falta de dinheiro poderia ser um problema.

 Mas a cada mês, vinha a suspeita de uma possível gravidez, e com ela, a surpreendente frustração quando percebíamos que ainda não tinha acontecido. Imaginem que loucura! O medo de estar grávida, que deveria se tornar alívio nos testes negativos, se transformava numa pequena tristeza da não-realização. Consciente ou inconscientemente eu já sabia que seria uma bênção conceber um filho.  

Além disso, logo após a lua de mel, um exame de rotina apontou a suspeita de útero septado. Minha médica sugeriu que evitássemos uma gravidez até que confirmássemos o diagnóstico. Se fosse confirmado, eu precisaria de cirurgia... Descartada a possibilidade, começamos a observar minha fertilidade, mas não víamos sinais de ovulação. Seria bem difícil engravidar nessas condições.

Mas Deus, um humorista de primeira categoria, deu umas boas risadas de nós e mudou um pouco essa história.





Pra completar as “ironias do destino” ou os propósitos do Altíssimo, eu engravidei, e sem um pingo de suspeita, fiz todas as estripulias possíveis. Comecei uma dieta restritiva pra perder uns quilos, fiz uma série de exercícios de alta intensidade (passei uma semana com uma dor terrível no ventre por causa dos abdominais), bebi taças de vinho nos finais de semana, doei sangue... Tudo sem sequer imaginar que tinha ovulado naquele mês, quanto mais que tínhamos concebido. Como Deus é bom! Até aqui nos ajudou o Senhor. Ele cuidou de tudo e permitiu que o baby se desenvolvesse bem apesar de tudo.

Bem,esse é só o primeiro capítulo dessa história. Deus há de me ajudar a escrever,  testemunhar tudo que temos vivido e, ao menos tentar, dimensionar a alegria que sentimos.



PS: Entramos hoje no segundo trimestre. O Theo hoje está do tamanho de um limão e já está quase todo formadinho. Eu ainda não sinto quando ele se mexe, mas já posso sentir que o seu coração e o meu estão num só movimento de Amor...