Há algum tempo meus amigos começaram a me perguntar porque não tenho escrito mais no blog. A um deles respondi: Toda inspiração que eu antes tinha pra escrever agora está em outro lugar.
E ele disse: Então escreva sobre isso. rs
Já ouviu falar que decepções amorosas, amores platônicos, dor de cotovelo são os maiores combustíveis pra poesia? Parece que a dor que a gente sente vai se espalhando por nossas veias, revirando nosso estômago, criando um nó na garganta até nos sufocar... se a gente não põe pra fora, parece que vai explodir. É por isso que os artistas escrevem, cantam, dançam e gritam suas dores, seus vazios, suas tristezas.
Tendo passado a tristeza dos relacionamentos difíceis, a solidão insistente, a agonia da espera, fui presenteada com um novo sentimento: o amor recíproco. Isso mesmo. Daqueles em que não há competição, nem medo, nem inseguranças exageradas... daqueles em que se dorme e acorda sabendo ser feliz consigo e com o outro. Aí toda a minha arte, minha poesia, a ânsia de me expressar foi direcionada para o menino dos meus olhos.
Ainda acordo inspirada, só que agora não quero desaba(fa)r. Quero demonstrar a ele meu afeto, quero conquistá-lo e regar o amor pra continuar dando frutos. Às vezes, o sentimento (todo exibido) escapa das nossas mãos e se grita para o mundo. Ele tem necessidade de contar pra todos da felicidade que não cabe em si. Mas quando estamos conscientes, guardamos o nosso tesouro valioso pra protegê-lo dos olhos que só enxergam o que querem ver...
Se hoje há algo que eu possa (e queira) dividir com vocês é:
Seja melhor pra si que você acaba se tornando melhor para o outro.
Não pare de conquistar o seu amor porque já o tem nas mãos... amores também morrem de sede se não forem regados todos os dias.
Use mais seus dedos pra fazer cafuné do que pra escrever mensagens no celular.
Tire suas máscaras.
Não gaste seu tempo criando discussões desnecessárias.
E por último, mas não de menor importância:
(Vale a pena esperar)

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