O Theo chegou!
Sim. Chegou porque ele já está comigo desde a concepção. Já
é uma vida, uma Pessoa que, embora ainda não esteja nos meus braços e abraços,
já renovou todas as coisas por aqui.
Há quem pense que foi rápido demais, que deveríamos ter
esperado um pouco mais, aproveitado a lua de mel dos primeiros anos, juntado
nossas economias e viajado pro exterior. rs.
Não julgo quem pense assim. Mas
entendam que não estamos passando pela vida cumprindo protocolos. Nós temos um
propósito de vida; uma vocação e uma missão.
No dia do nosso casamento, 24 de junho de 2017, nosso amigo
padre Arthur nos disse: Para o casal cristão, ter filhos não é um direito, mas,
sobretudo um dever. Entendemos ali. E
essa verdade de fé inquietou o nosso coração nos meses que se seguiram. A cada
encontro e consumação do nosso amor, nos deparávamos com um misto de medo e
desejo de engravidarmos. As responsabilidades que viriam nos assustavam, é
claro. A falta de dinheiro poderia ser um problema.
Mas a cada mês, vinha
a suspeita de uma possível gravidez, e com ela, a surpreendente frustração
quando percebíamos que ainda não tinha acontecido. Imaginem que loucura! O medo
de estar grávida, que deveria se tornar alívio nos testes negativos, se
transformava numa pequena tristeza da não-realização. Consciente ou inconscientemente
eu já sabia que seria uma bênção conceber um filho.
Além disso, logo após a lua de mel, um exame de rotina
apontou a suspeita de útero septado. Minha médica sugeriu que evitássemos
uma gravidez até que confirmássemos o diagnóstico. Se fosse confirmado, eu
precisaria de cirurgia... Descartada a possibilidade, começamos a observar
minha fertilidade, mas não víamos sinais de ovulação. Seria bem difícil
engravidar nessas condições.
Mas Deus, um humorista de primeira categoria, deu umas boas
risadas de nós e mudou um pouco essa história.
Pra completar as “ironias do destino” ou os propósitos do
Altíssimo, eu engravidei, e sem um pingo de suspeita, fiz todas as estripulias
possíveis. Comecei uma dieta restritiva pra perder uns quilos, fiz uma série de
exercícios de alta intensidade (passei uma semana com uma dor terrível no
ventre por causa dos abdominais), bebi taças de vinho nos finais de semana,
doei sangue... Tudo sem sequer imaginar que tinha ovulado naquele mês, quanto
mais que tínhamos concebido. Como Deus é bom! Até aqui nos ajudou o Senhor. Ele cuidou de tudo e permitiu que o baby se desenvolvesse bem apesar de tudo.
Bem,esse é só o primeiro capítulo dessa história. Deus há de
me ajudar a escrever, testemunhar tudo
que temos vivido e, ao menos tentar, dimensionar a alegria que sentimos.
PS: Entramos hoje no segundo trimestre. O Theo hoje está do
tamanho de um limão e já está quase todo formadinho. Eu ainda não sinto quando ele
se mexe, mas já posso sentir que o seu coração e o meu estão num só movimento
de Amor...